Um grito que vem das árvores de Taguatinga Norte: por que não podemos aceitar o silêncio diante da destruição do canteiro central da M Norte e da L Norte.
Escrevo este texto movido por indignação, mas também por responsabilidade. Como comunicador social, como sócio da Carcará, criada em 2014 com DNA profundamente enraizado em Taguatinga, e principalmente como morador de Taguatinga Norte, sinto que não posso fingir normalidade diante do que está acontecendo com as árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte. O que vemos hoje em Taguatinga Norte não é apenas uma obra urbana; é um processo de apagamento ambiental, histórico e afetivo.
Taguatinga Norte nasceu da consolidação urbana que transformou antigas vias em eixos estruturantes da cidade.
A M Norte e a L Norte (atualmente QNL) não surgiram apenas como avenidas de tráfego: elas foram pensadas como corredores urbanos amplos, com canteiro central arborizado, capazes de organizar o crescimento da região e oferecer qualidade de vida. As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte acompanham essa história há mais de 40 anos, tornando-se um dos mais antigos corredores verdes contínuos do Distrito Federal.
Quem vive em Taguatinga Norte sabe: as árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte não são decoração.

Elas moldam o microclima, reduzem a temperatura, oferecem sombra a quem caminha, pedala, espera ônibus ou simplesmente atravessa a avenida. Em uma cidade marcada por longos períodos de calor intenso, esse corredor verde funciona como um verdadeiro sistema de refrigeração natural, algo que nenhuma obra de concreto consegue substituir.
Ao longo das décadas, Taguatinga Norte cresceu ao redor dessas árvores.
Crianças viraram adultas caminhando sob essa sombra. Trabalhadores aprenderam a escolher o lado da calçada menos quente graças à copa das árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte. Idosos encontraram abrigo do sol. Frutos caíram, pássaros se instalaram, ciclos naturais se mantiveram vivos no meio do urbano. Isso é cidade viva.
É justamente por isso que causa choque assistir, em silêncio quase institucional, à supressão acelerada dessas árvores em Taguatinga Norte.

Árvores adultas, frondosas, visivelmente saudáveis, sendo retiradas como se fossem obstáculos descartáveis. A justificativa apresentada gira em torno de um discurso de progresso, associado à implantação de infraestrutura viária. Mas precisamos dizer com clareza: progresso que elimina um dos últimos grandes corredores verdes urbanos de Taguatinga Norte não é progresso — é empobrecimento ambiental.
As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte cumprem uma função ecológica que vai muito além da estética.

Estudos urbanos e ambientais mostram que a presença de árvores maduras reduz significativamente a temperatura do ar, combate ilhas de calor, melhora a qualidade do ar e diminui a sensação térmica. Em Taguatinga Norte, onde o adensamento urbano aumentou nas últimas décadas, eliminar essas árvores é intensificar um problema que já sentimos na pele.
Quem caminha hoje pelos trechos onde as árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte já foram removidas percebe imediatamente a diferença: mais calor, mais reflexo do asfalto, menos conforto, menos vida. A cidade fica mais hostil. Isso não é uma percepção isolada; é uma experiência coletiva diária da população de Taguatinga Norte.
Como empresa de comunicação e estratégia, a Carcará sempre acreditou que território importa.

Desde 2014, nossa atuação nasce da escuta, da leitura crítica da cidade e do entendimento de que marcas, projetos e políticas precisam dialogar com as pessoas e com o ambiente onde estão inseridos. Ignorar o que está acontecendo com as árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte seria trair esse princípio.
Não escrevemos este texto contra ciclovias, contra mobilidade ativa ou contra o desenvolvimento urbano. Ao contrário: defendemos uma cidade mais humana, mais caminhável, mais integrada. O que questionamos é a falsa dicotomia entre mobilidade e preservação. Em Taguatinga Norte, era — e ainda é — possível pensar soluções técnicas que preservem as árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte, adaptando projetos ao território existente, e não o território ao projeto.
O silêncio institucional diante dessa supressão incomoda.

Não está claro para a população de Taguatinga Norte quem decidiu, com base em quais critérios técnicos e sob qual licenciamento ambiental, que essas árvores deveriam desaparecer. Como cidadão, como comunicador e como morador, recuso-me a aceitar que decisões dessa magnitude ocorram sem transparência, sem diálogo e sem prestação de contas.
Diante disso, faço questão de destacar, de forma clara e objetiva, as perguntas que precisam ser respondidas por quem quer que seja o responsável — SEMOB, NOVACAP, Administração Regional de Taguatinga ou qualquer outro órgão competente:
Solicito esclarecimentos formais sobre os seguintes pontos:

- Existe licenciamento ambiental específico autorizando a supressão das árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte em Taguatinga Norte?
- Foram realizados laudos técnicos individuais que comprovem a necessidade da retirada dessas árvores (estado fitossanitário, risco ou inviabilidade de preservação)?
- Há previsão de compensação ambiental, com plantio equivalente em número, porte e função ecológica, preferencialmente na própria região de Taguatinga Norte?
- Por que não foi considerada uma alternativa de projeto que preservasse as árvores existentes, adaptando a ciclovia ou a intervenção urbana ao traçado do canteiro central da M Norte e da L Norte?
- Houve consulta pública ou comunicação prévia à população local, conforme os princípios da gestão democrática da cidade?
Essas perguntas não são ataques. São exigências legítimas de uma comunidade que vê um patrimônio ambiental sendo perdido. As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte não pertencem a um órgão; pertencem à cidade de Taguatinga Norte e às pessoas que nela vivem.
Se hoje aceitamos a retirada silenciosa desse corredor verde, amanhã aceitaremos o quê? Mais concreto? Mais calor? Menos sombra? Menos vida urbana? Como comunicador social, acredito que palavras constroem realidades — mas o silêncio também. E o silêncio, neste caso, é cúmplice.
Este texto é um chamado. Um pedido de pausa. Uma tentativa de salvar o que ainda pode ser salvo. As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte em Taguatinga Norte não pedem voz, mas nós podemos emprestar a nossa.
Que alguém responda. Que alguém explique. Que alguém escute.
FAQ – Árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte em Taguatinga Norte

1. As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte ajudam a reduzir a temperatura em Taguatinga Norte?
Sim. Árvores adultas reduzem significativamente a temperatura do ar e a sensação térmica, combatendo ilhas de calor urbano.
2. A retirada das árvores aumenta o calor na região?
Sim. A ausência de sombra faz com que o asfalto e o concreto absorvam e irradiem mais calor.
3. A população usa a sombra das árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte?
Diariamente. Pedestres, ciclistas, trabalhadores e moradores utilizam a sombra para caminhar e se proteger do sol.
4. Esse corredor verde é antigo?
Sim. Estima-se que muitas árvores tenham mais de 40 anos, acompanhando a consolidação de Taguatinga Norte.
5. Existem árvores frutíferas nesse canteiro central?
Sim. Há espécies frutíferas que alimentam aves e fazem parte do equilíbrio ecológico local.
6. As árvores do canteiro central da M Norte e da L Norte contribuem para a qualidade do ar?
Sim. Elas ajudam a filtrar poluentes e melhorar a qualidade do ar em Taguatinga Norte.
7. A retirada dessas árvores afeta a fauna urbana?
Afeta diretamente. Aves e insetos perdem abrigo e alimento.
8. É possível implantar ciclovias sem retirar árvores?
Sim. Existem soluções técnicas que adaptam o projeto ao território existente.
9. Esse é um dos poucos corredores verdes contínuos do DF?
Sim. Especialmente em áreas urbanas consolidadas como Taguatinga Norte.
10. Por que a população deveria ser consultada?
Porque se trata de um bem coletivo, com impacto direto na qualidade de vida urbana.
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