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Roteiro vídeo divulgação científica UNB Busca por moléculas para o combate as arboviroses

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Elaboração do roteiro para vídeo de divulgação científica da UNB: Busca por moléculas para o combate as arboviroses

Elaboração do roteiro para vídeo de divulgação científica da UNB: Busca por moléculas para o combate as arboviroses

O projeto “Explorando a Interação Vírus/Vetor/Hospedeiro e o Desenvolvimento de Drogas Antivirais como estratégias de Controle de Arboviroses e seu vetor Aedes aegypti”, coordenado por Renato Resende, envolveu 33 pesquisadores, 25 estudantes e seis instituições parceiras. A pesquisa se divide em três subprojetos: estudo da interação dos vírus com vetores e hospedeiros; estudo das respostas imunológicas e inflamatórias e o desenvolvimento de drogas antivirais.

Crédito: Stephan Alberto Machado de Oliveira e Anamélia Lorenzetti Bocca

Marketing  Digital e Publicidade para Pesquisadores e Centros de Pesquisas, auxiliando na correta divulgação científica de seus estudos, pesquisas ou ensaios científicos.

A área de pesquisa é um dos mais importantes fomentos para o crescimento de uma nação, e muitas vezes seus resultados, ensaios ou direcionamentos são vistos e conhecidos apenas pela comunidade acadêmica ou científica. Por meio de uma estratégia aderente de markting digital e publicidade, a Agência Carcará, poderá tornar público o trabalho realizado, inclusive abrindo portas para que essas pesquisas ganhem inclusive investimento privado ou mesmo conhecimento por parte dos Governos, para possíveis implementações práticas.

Roteiro elaborado para o referido projeto:

Busca por moléculas para o combate as arboviroses

Há muito tempo o homem usa os recursos naturais para a manutenção da sua sobrevivência, que vai muito além da alimentação.

A busca por alívio e cura de doenças pela ingestão de ervas e folhas talvez tenha sido uma das primeiras formas de utilização dos produtos naturais.

A história do desenvolvimento das civilizações, tanto Oriental como Ocidental, é rica em exemplos da utilização de recursos naturais na medicina, no controle de pragas e em mecanismos de defesa.

Nesse sentido, as plantas contribuem de forma muito significativa para o fornecimento de moléculas, muitas dessas tem grande valor agregado devido às suas aplicações como medicamentos, cosméticos, alimentos e agroquímicos.

Algumas são modelos para o desenvolvimento de medicamentos sintéticos modernos ou de fármacos imprescindíveis, como por exemplo, vimblastina (usada na forma de sulfato de vimblastina) e vincristina (utilizada como sulfato de vincristina), ambos empregados no tratamento de câncer e são proveniente da planta Vinca (Catharanthus roseus).

Outro produto de origem vegetal que se destaca são os óleos essenciais, substâncias oleosas de forte aroma extraídos de diversas partes das plantas.

E a eles são associadas diversas propriedades como inseticidas, antibióticas, anti-inflamatórias, analgésicas e outras.

Propriedades estas que os fazem serem empregados tanto para fins de pesquisas, em alguns medicamentos (como no antiflamatório local Acheflan®), como para a aromaterapia.

Assim, sabendo da importância dos produtos de origem natural, nós decidimos buscar substâncias na natureza que fossem nossas aliadas na prevenção e tratamento das arboviroses que nos afetam.

No nosso laboratório na UnB, nós trabalhamos nessa busca em duas vertentes empregando os óleos essenciais e outros produtos naturais: no tratamento das arboviroses buscando por medicamentos antivirais e também na prevenção da transmissão, com a busca por compostos inseticidas anti- Aedes aegypti.

Assim, em um primeiro momento, nós procuramos por compostos de origem natural que fossem capazes de promover controle do Aedes aegypti, com a expectativa de encontrar inseticidas economicamente viáveis, eficazes e seguros para o homem e o meio ambiente.

Para isso nós utilizamos como matéria prima o líquido presente na castanha de caju, o LCC, que é produzido como resíduo do processo de beneficiamento da castanha de caju e é considerado um subproduto de agronegócio dessa fruta, de baixíssimo valor agregado.

Após a obtenção do LCC natural, nós o tratamos em laboratório e obtivemos 5 tipos diferente de compostos: o LCC

técnico, o ácido anacárdico, o cardanol e o cardol.

Esses compostos foram colocados em contato com larvas e pupas do mosquito em condições específicas e os seus efeitos foram observados.

E nós observamos que os compostos derivados do LCC natural que apresentaram melhores efeitos inseticidas foram o ácido anacárdico e o cardol, tanto para larvas quanto para pupas.

Isso indica que os compostos derivados da castanha de caju são uma importante alternativa no

controle desses insetos.

Uma outra abordagem que nós utilizamos foi a busca por compostos que possam atuar como medicamentos antivirais no tratamento das arboviroses.

Para isso nós escolhemos a proteína viral NS3, um componente produzido pelo vírus e que é fundamental para a replicação do mesmo.

Então, nós avaliamos a capacidade de mais de 2.300 compostos em afetar o funcionamento dessa NS3, e com isso possivelmente conseguir evitar a multiplicação do vírus, para evitar a desenvolvimento da doença.

Como resultados, nós encontramos 5 compostos com capacidade de inibir a NS3 e que se apresentam com grande potencial para o desenvolvimento de futuros medicamentos para o tratamento da arbovirose Zika.

Falar da importância das pesquisas para o tratamento de doenças, principalmente as arboviroses.